Especialidades
A Dra. Ana Laura Mársico Dalto é especialista em Cirurgia pediátrica e neonatal & Videolaparoscopia pediátrica
Cirurgia em criança é com o cirurgião pediátrico!
Geralmente, o primeiro profissional a ser procurado pela família quando a criança demonstra algum problema de saúde é o pediatra. Este, então, se for necessário, orienta a família a procurar um cirurgião. A cirurgia pediátrica é a especialidade habilitada a tratar afecções cirúrgicas do pescoço, tórax e abdome da criança. Com exceção das patologias do cérebro, do coração, do trato respiratório superior e dos ossos, o cirurgião pediátrico deve ser o profissional responsável pelo tratamento clínico cirúrgico do paciente pediátrico. Exemplos das nossas cirurgias mais comuns: hérnias inguinais e umbilicais, fimose, criptorquidia (testículo fora da bolsa escrotal), refluxo gastroesofágico, fístula branquial, anquiloglossia (língua presa), apendicite aguda, etc. Proporcione ao seu filho a qualidade de tratamento que ele merece: cirurgia em criança é com o cirurgião pediátrico.
Hérnia inguinal na criança
Uma das doenças cirúrgicas mais comuns da infância, a hérnia inguinal ocorre em cerca de 5% das crianças. É mais frequente em meninos e do lado direito. O diagnóstico vem a partir da queixa dos pais de abaulamento na região inguinal recorrente, com ou sem dor. O exame físico já é suficiente para o diagnóstico e a cirurgia é o tratamento correto. Se sua criança tem estufamento da região inguinal, principalmente aos esforços, procure um cirurgião pediátrico.
Hérnia umbilical
A hérnia umbilical acomete 1 a cada 10 crianças. É mais comum em meninas e na população afrodescendente. Salvo raras exceções, a cirurgia não é indicada antes dos 2 ou 3 anos, e a avaliação clínica e seguimento devem ser feitas pelo cirurgião pediátrico. Apesar da crença popular de que amarrar faixas ou objetos no umbigo do bebê reduz a hérnia, isso não tem comprovação científica. A hérnia umbilical reduz bastante de tamanho nos primeiros anos de vida, o que justifica aguardar o crescimento para indicação cirúrgica em casos não complicados. Além disso, o crescimento promove um fortalecimento do abdome, o que favorece o resultado cirúrgico. Complicações como encarceramento ou hérnias muito volumosas merecem conduta individualizada. Na presença de hérnia umbilical ou doenças relacionadas à cicatriz umbilical devem ser tratadas pelo cirurgião pediátrico.
Cisto do ducto tireoglosso
Dentro da barriga da mãe, já nas primeiras semanas de vida do feto, a glândula tireóide se forma próximo à base da língua e desce pelo pescoço, alojando-se na metade inferior da parte anterior do pescoço. Esse caminho por onde ela desce é chamado ducto tireoglosso, e é esperado que ele feche ainda no dentro do útero. Se ele não fecha, forma-se o cisto tireoglosso, uma bolinha mais ou menos do tamanho de uma cereja bem na face anterior do meio do pescoço. É a malformação congênita mais comum do pescoço e o tratamento é cirúrgico. Tem risco de infecção e até de câncer na vida adulta. Nodulações no pescoço da criança devem ser avaliadas pelo cirurgião pediátrico pois há vários diagnósticos diferenciais.